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Garopaba, seu nome


Garopaba, seu nome Tanto para pessoas como para objetos, animais e lugares, os nomes possuem sua importância, visto que servem para identificação dos mesmos. Toponímia vem do grego topos “lugar” e onoma “nome”. Estuda o nome dos lugares e designativos geográficos: física, humano, antrópico ou cultural. As particularidades da toponímia são a busca pela etimologia, o caráter semântico da palavra e suas transformações linguísticas, principalmente as fonético-fonológicas e as morfológicas. No caso de Garopaba entendemos que ainda não é generalizada a base explicativa que esclarece a sua designação. Dentre os autores que tratam de explicar a origem do nome de Garopaba destacamos Auguste Saint-Hilaire, Lucas Boiteux e José Artulino Besen.

Saint-Hilaire foi botânico, naturalista e viajante francês Viajou alguns anos pelo Brasil, tendo escrito importantes livros sobre os costumes e paisagens brasileiros do século XIX. Viajou por várias regiões do Brasil realizando estudos sobre a botânica e descreveu os lugares por onde esteve publicando diversos trabalhos e deixando uma contribuição rica. Ao visitar Santa Catarina, em 1820, passou por Garopaba nos dias 20 e 21 de maio e deixou importante registro sobre Garopaba, em especial sobre a armação baleeira. A sua explicação sobre o nome de Garopaba é que vem do guarani “yguacuba”, enseada de barcos em sua obra “Viagem a Curitiba e Província de Santa Catarina” publicada em 1936. O seu relato sobre Garopaba será tratado em uma futura coluna.

Lucas Alexandre Boiteux nasceu em Nova Trento, no município de Tijucas, Estado de Santa Catarina, a 23 de outubro de 1881 e faleceu no Rio de Janeiro a 16 de dezembro de 1966. Militar e historiador. Teve uma intensa carreira militar e é considerado um dos mais importantes historiadores deixando vasta obra e no livro “Notas Para a História de Santa Catarina”, publicado em 1912 e que foi utilizado como base para livro didático, apresenta a sua versão para o nome de Garopaba. Afirma que o nome Garopaba se origina de dois nomes indígenas: “Ygara” que significa lagoa e “upaba” que significa canoa e que então significaria lagoa da canoa. Portanto diverge um pouco de SaintHilaire. Destaque-se que Boiteux deixou valiosa contribuição sobre a pesca da baleia descrevendo todo o processo de caça às baleias detalhando as etapas e os procedimentos.

Padre José Artulino Besen nasceu em Antônio Carlos – SC, em 17 de setembro de 1949 é também historiador e tem uma intensa produção sobre a história da Igreja em Santa Cataria e valiosas biografias de santos, de padres e outras autoridades religiosas, portanto um autor respeitado e que prestou importante contribuição ao escrever o livro “1980 São Joaquim de Garopaba (Recordações da Freguesia) que trata da história da Paróquia criada em 1830 e que se mescla com a própria história de Garopaba. É uma preciosa fonte de informações e fornece uma perspectiva geral sobre o município até 1980. O livro se deve também à iniciativa do Padre Chico a quem devemos este legado. No citado livro padre Besen explica que o nome de Garopaba vem grafado na Carta de Turim, em 1523 como “Cahopaba” pela primeira vez. Ou assim: “Upaua”, “Upaba”, “Guarupeba”. Segundo Besen, muitos vêm neste nome o significado de “Enseada dos Barcos”. O verdadeiro significado está no Guarani, a língua local: “Ygá”, “Ygara”, “Ygaratá”, que significa barco, embarcação, canoa e “mpaba”, “paba” é estância, paradeiro, lugar, enseada. Garopaba então significa “Lugar dos Barcos”, “Enseada dos Barcos”. Portanto uma explicação plausível. É uma obra que deve ser lida por todos os interessados em conhecer um pouco mais sobre Garopaba. Nota-se que as explicações dos autores tem em comum a origem indígena da designação de Garopaba.

Destaca-se que uma fonte importante que poderia trazer informações sobre Garopaba são os manuscritos de Manoel Marques Guimarães que foi administrador da armação baleeira de Garopaba de 1795 a 1818 e que é citado por Valter Piazza, destacado historiador catarinense, como importante fonte de informações, por Henrique Boiteux como importante cronista e cita como autor de várias passagens no livro “Subsídios para
a história da província de Santa Catarina”, de José Gonçalves Santos Silva, publicado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina onde devem estar os seus manuscritos, cujo acesso seria importante, além da biografia escrita por Vilson Farias.

Assim pode-se concluir que a explicação para o nome de Garopaba é fundamentado em explicações razoáveis e lembrar que a sua citação já é feita quando da criação da Freguesia de Nossa Senhora do Desterro, separada da de Laguna e cujo limite é Garopaba. Assim esperamos ter contribuído para fomentar o debate sobre este aspecto importante do município que é esclarecer as bases que explicam o seu nome.

Foto: Panoramio



João Pacheco de Souza       24/05/2017 As 11:29:41


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