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Literatura e novas gerações em Garopaba

A escritora Patrícia Galelli é quem faz a aproximação entre o jovem e a literatura no Garopa Literária


Literatura e novas gerações em Garopaba Seguindo na série que apresente os autores integrantes do 1º Garopa Literária, hoje você conhece Patrícia Galelli. Natural de Concórdia (SC), a jovem de 28 anos vive em Florianópolis, onde, segunda ela, se choca todos os dias com a vida. “Não importa em que lugar eu esteja. Os lugares são só diferentes, mas as vidas se tocam, seja pelas dores, pelas maneiras de resistir, pelos preconceitos, pelos medos. A vida é aterradora em qualquer lugar do mundo.”

Considerada uma das escritoras mais interessantes e ousadas da literatura contemporânea catarinense, seus livros mostram sua intensidade e vibração literária. É jornalista, produtora cultural e mestranda em Artes Visuais pela UDESC. Em Garopaba, teve uma “quase visita” com os pais. “Estou feliz pelo convite e pela oportunidade de conhecer agora com mais tempo no Garopa Literária”, disse.

Confira a entrevista para o GMídia.

GMídia: Quando e como começaste a escrever?
Patrícia: Apesar de lembrar que escrevia desde a adolescência, entendo que essa relação com a escrita deve ter começado quando eu cursava Jornalismo em Concórdia, por volta de 2006, e queria fazer “jornalismo literário”. Acho que comecei a testar a tensão da linguagem naquela época, querendo experimentar as formas de dizer. Depois tive acesso a oficinas de criação literária e passei a experimentar a linguagem em narrativas breves e elípticas. E então publiquei pela primeira vez em 2013, com o livro “Carne falsa” (Editora da Casa), depois veio o “Cabeça de José” (Nave Editora), em 2014, e uma publicação de artista que teve a primeira edição em 2015 e a segunda em 2016, chamada “Um bicho que” (Miríade Edições), com desenhos e textos meus. O meu começo na literatura talvez seja da ordem de um acidente cósmico. Inexplicavelmente aconteceu.

GMídia: Por que tu escreves?
Patrícia: Acho que porque eu não consigo evitar. Escrever é uma das minhas maneiras de estar no mundo, é meu laboratório, meu jogo de azar. É o risco que eu poderia não correr, mas que antes que eu pudesse dizer “não” eu já disse “sim”. É meu “vídeo game” sempre à beira do “game over”.

GMídia És uma escritora jovem e mulher. Já encontrasse barreira pelo caminho profissional por isso?
Patrícia: Há sempre muita curiosidade sobre os jovens: não sinto dificuldades quanto a ser jovem escritora. E por que as mulheres precisam responder sobre as suas trajetórias sob a perspectiva de ser mulher? Um homem não é lembrado que é homem quando escreve, por exemplo. Ele responde em relação ao mercado editorial, às questões de publicação ou de pesquisa, ou de construção de personagem, etc. Uma mulher, não. Uma mulher sempre é lembrada de que é mulher, como se houvesse um “apesar disso”. E quando seu estilo da escrita difere do que é considerado o padrão ou o estereótipo do que uma mulher escreveria, então ouve que ela escreve como um homem. Não acredito que haja barreiras intelectuais, físicas, emocionais, psicológicas e profissionais que uma mulher não consiga ultrapassar se ela quiser, embora estejam em número bem menor em festivais, em prêmios, ou em grandes editoras, como aponta pesquisa recente.

GMídia: Teu primeiro livro fala um pouco de preconceitos e da força da mulher. Como você enxerga a atual geração sobre essas questões?
Patrícia: O que sei é que politicamente as mulheres estão produzindo e criando seus espaços e o que sinto é que essa coisa de geração cai por terra quando se fala na articulação das mulheres para existirem e para resistirem. Tenho visto as gerações juntas, se conhecendo e se fortalecendo. Das mulheres na arte (sejam escritoras, musicistas, artistas visuais, atrizes, produtoras, etc), o que tenho visto, do que acompanho em meio à rotina de trabalho, estudo e vida, e porque nunca temos a real dimensão das coisas, é que todas trazem uma linguagem forte, satírica, que desafia o que é pré-concebido como linguagem feminina. Uma mulher escreve como uma escritora. Uma mulher atua como uma atriz. Uma mulher canta como uma cantora. Uma mulher faz ciência como uma cientista. Uma mulher pratica a medicina como uma médica, etc. E isso é tudo.

GMídia: Como é a tua relação música x literatura?
Patrícia: Depois de perceber que eu não queria, logo na sequência de ter me formado, atuar como jornalista, passei a trabalhar com produção e gestão cultural. E como tudo que vivemos nos afeta, no sentido de que nos atravessa e passa a fazer parte da gente, minhas maneiras foram afetadas por todas as linguagens artísticas: cinema, artes visuais, literatura, música, teatro, circo, dança. E eu não consigo acreditar ou mesmo fazer uma “arte pura”. Gosto de pensar e experimentar o campo expandido. Então não só a música, mas as demais linguagens, de um jeito ou de outro, perceptível ou não, estão no que produzo ou no que crio. E essa espécie de “técnica” às avessas, que é escrever no ritmo da música, é uma das que mais me dá boas surpresas. A música tem um poder incrível sobre o aspecto emocional das pessoas. Há dias em que, se não houver música, eu não levanto da cama.
Um bicho que
No Garopa Literára, o bate-papo com a Patrícia, intitulado Literatura e novas gerações, acontece na sexta-feira (09/06), das 16h30min às 17h30min. O encontro é aberto e gratuito, como parte da Semana do Meio Ambiente do IFSC Campus Garopaba.

Abaixo, um pouco sobre as obras da autora.

Carne Falsa, Editora da Casa, 2013
O título é aberto a múltiplas interpretações. Uma delas remete às máscaras sociais que as pessoas usam, às vezes ou sempre. Uma outra leitura, essa muito particular da autora, faz alusão àquelas dores, os sentimento de angústia e perturbação que parecem de verdade, que são de carne, como mais um órgão do corpo, só que um órgão que não existe.”
Carol Macário, Notícias do Dia

Cabeça de José, Nave Editora, 2014
“Patrícia apresenta ao leitor em forma de contos, ou minicontos – afinal não é apegada a definições – uma cidade chamada Paradoxo, onde junto com o personagem título também vivem as pessoas de cabeças exatas, cabeças vazias e cabeças vizinhas.”
Juliete Lunkes, Notícias do Dia

Um bicho que, Miríade Edições, 2015 e 2016.
“Os bichos não têm nome, contrariando a relação de poder que os homens exercem sobre eles. São bichos que não se sujeitam, imaginações com vontade própria. Amáveis, porém profundos; ariscos, mas possivelmente muito mais humanos.”
Miríade Edições, no Facebook.

Foto: Gabi Bresola



       16/05/2017 As 09:37:15


Fotos da notícia Literatura e novas gerações em Garopaba

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