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A Lição dos Rolling Stones

Foto: Frederico Mendina


A Lição dos Rolling Stones A lição dos Rolling Stones
Texto: PRBotafogo
Foto: Frederico Mendina


Noite de 4 de março de 2016 no Beira-Rio em POA às 21 horas e dois minutos. Acendem-se as luzes do palco e a vida muda quando Keith Richards entra colorido com um trovão nas mãos. Eu nunca tinha ouvido uma guitarra tão cheia de paixão, potência e genialidade. São os riffs imortais de Jumpin’Jack Flash que preparam a entrada do maior vocal que um grupo possa sonhar, o inacreditável Mick Jagger. Gritei pro cara do lado: Vou embora! Prá mim já valeu! Ele riu, feliz.

Esses primeiros minutos valeram todo o sacrifício que fiz para estar aqui, agora. Foi o que senti. E fui me deslumbrando durante o set list: It`s Only Rock´n Roll (but I like it), Tumblind Dice, Out of Control, Let´s Spend the Night Together, Ruby Tuesday, Paint it Black, Honky Tonk Women,You Got the Silver, Before They Make Me Run, Midnight Rambler, Miss You, Gimme Shelter, Start me Up, Sympathy For the Devil, Brown Sugar, You Can´t Always Get What You Want e a apoteose com (I Can´t Get No) Satisfaction.

Tá bom pra você? Pra mim extrapolou! Que loucura. Perfeição. Assim que a banda entra no palco, começa a chover forte. Preocupei-me pelo show mas aí tive outra surpresa inesquecível: Mr. Jagger nem ligou.

Correndo pela passarela que ia por dentro do público, encharcado de água e luz, brilhava cada vez mais. Impressionante. Isso é o Rock and Roll ! Os meninos Jagger e Richards sempre foram rockers/blues. Sempre. E são cada vez mais. Isso é muito lindo! Um exemplo pra nós. O rock não é apenas música. É uma filosofia de vida. E que festa, que alegria da multidão que cantava junto, pulava, chorava, ria, gritava, dançava, urrava, roqueava, enfim. Uma festa que vou levar para a tumba (Under My Tumb) e para quem herdar minha chama de vida. Sou um cara experiente.

Perdi a conta de quantos shows eu vi, nacionais e internacionais, ou em quantos eu trabalhei como produtor, apresentador, babá, backing vocal, iluminador, roadie, jornalista, fotógrafo, etc. Eu amo a música e os artistas. Amo mesmo. Tenho um respeito profundo por quem produz arte. Qualquer arte. Por quem produz amor. E me deslumbrei com os Rolling Stones. Foi a primeira vez que os vi e ouvi assim tão de pertinho.

Era uma falha no meu currículo de roqueiro apaixonado. Mas o Universo me enviou o amigo Fred com um ingresso e hospedagem em sua casa de Porto Alegre e ainda fez a foto que ilustra esta matéria. Fomos juntos, ele a Ester e eu, até que nos perdemos na multidão colorida e feliz. O ambiente era de magia. Uma celebração.

Rolling Stones em POA! Que maravilha. Que show! Essa felicidade fica ecoando no cérebro e no coração. De tudo o que mais me impressionou, além da inigualável performance da melhor banda de rock de todos os tempos, foi o seu profissionalismo. A inteligência. Isso explica os inacreditáveis 50 anos de sucesso. O amor pela profissão.

O amor que os leva a procurar a perfeição, procurar melhorar cada vez mais, coisa só de quem ama o que faz. Você imagina uma cena mais rock and roll do que Jagger, Richards e Ron Wood no meio da multidão enlouquecida tocando “Brown Sugar” embaixo de uma chuva torrencial transpassados por uma luz amarela? Uma cena surrealista, um sonho.

E estávamos ali. O rock faz milagres, transforma as coisas, e a chuva acabou sendo uma aliada para que esse show em POA ser considerado por eles o melhor da excursão. O Beira-Rio virou um caldeirão. Enquanto Keith Richards e Ron Wood arrancavam raios e trovões das guitarras, o incomparável Mick Jagger ia da boate em ”Miss You” ao culto à música negra em “Sympathy For the Devil” em interpretações febris.

Fiquei abismado quando o blues do Mississipi se derramou sobre o palco numa interpretação de altíssimo nível de “ Midnight Rambler”, onde Jagger mostrou sua genialidade na gaitinha de boca. Importante citar a presença do baixista Darryl Jones e da vocalista Sasha Allen, além do pessoal do sopro e o Coral da PUCRS em You can´t Always Get What You Want. Na saída, uma tempestade. Ah! Ah! Ninguém reclamava. Impossível um táxi ou um bus, comprei uma daquelas capas transparentes de 5 reais e fui caminhando sonhando pelas ruas alagadas. Obrigado Fred.

Forever. Em tempos de You Tube todos podem rever esse momento angélico sexual tribal musical profissional animal desses velhinhos travessos. O caçula da banda, Ron Wood, tem 68 anos. Um garoto. É o que sempre digo: rock and roll é com os velhinhos! Obrigado Stones. Bjs.



Paulo Ricardo Botafogo       17/03/2016 As 21:56:47


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