Meu caro amigo, você sabe que por 10 anos estou no sacerdócio que é a proteção animal aqui em Garopaba. Trata-se de uma paixão e uma contribuição como vivente e como cidadão. Contribuição mesmo, que levou os dólares que eu juntava pra fazer a sonhada viagem pra casa do Elvis, meu ídolo maior. Sei que o Fundo Vira-Lata plantou a semente que hoje germina nas castrações gratuitas feitas pela prefeitura para as pessoas de baixa renda. Parabéns pra nós e pra vocês e principalmente para os animais, que vêem seu sofrimento diminuir, evitando ninhadas indesejadas e contribuindo para um efetivo controle populacional. O maior motivo do abandono e dos maus tratos é a superpopulação de cães e gatos!
HOJE vi uma cena perto de minha casa que me remeteu ao principal problema dos cães aqui em Garopaba. Uma linda moça sai de casa para o trabalho toda arrumada e no portão chama um cachorro grande, um labrador, para fora. Tranca o portão e deixa-o na rua, embaixo de chuva, e vai embora de carro. O que vai acontecer depois não é problema dela, ela pensa. É a certeza da impunidade. É o absurdo de um comportamento que se repete por toda a cidade. Ande por aí e veja quantos cães grandes estão pelas ruas. Isso é a base das agressões a pessoas, aos outros animais, às matilhas atrás de cachorras no cio (estas também postas para fora por seus “donos”) aos acidentes com carros e motos, muitas vezes graves, à bagunça total promovida por nós, os habitantes daqui, e pela omissão. O que fazer? O PRIMEIRO PASSO é uma declaração publica, nos veículos de comunicação do secretário de saúde ou do prefeito, pedindo para as pessoas não soltarem seus cães nas ruas! Esse ato é um crime previsto em lei municipal, estadual e federal. Veja aí perto da prefeitura quantos animais estão soltos em frente às casas de seus proprietários. É a impunidade. ESTAMOS às portas do verão novamente e o que será feito? Capturar cães nas praias, recolher em abrigos improvisados e depois? Não resolve nada. E pune sempre a vítima, o cão. VÍTIMA do animal pensante, o homem. Como presidente do FVL já pedi pessoalmente, já sugeri tantas vezes a prefeitura fazer uma reunião com o Ministério Público, com as Policias Civil e Militar, e traçar uma estratégia de inibir esse hábito das pessoas soltarem seus cães na rua “para dar uma voltinha”. Essa voltinha muitas vezes resulta em acidentes e em agressões, como as que lemos no último número do Jornal da Praia. É descobrir os proprietários, processá-los e as coisas vão mudando. Cito como exemplo a farra do boi. Enquanto pessoas não foram presas, nada mudou. Depois disso acabou em Garopaba.
ESSAS são medidas extremas. Primeiro, o pedido. Fala com o prefeito. Não deixe a triste história se repetir. As vitimas não podem ser tratadas como culpadas. É o fim.
11/11/2011 às 17:02:15

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