Decidimos voltar a este importante espaço cidadão com todo o otimismo disponível. Dar um fim no amadorismo e partir logo para o profissional. Ocorre que na última semana nossa coluna “não veiculou” nos três meios de comunicação locais (dois sites e um jornal), nos quais atuamos como colaboradores do exercício da reflexão e da cidadania.
Procuramos as devidas gerências e assim fomos recebidos: Do Site Garopabamídia.com.br a direção nos explicou terem ocorrido problemas técnicos por parte de nossa própria postagem e que o assunto poderia ser retomado a qualquer momento, logo a publicação não sofreu censura ou moderação alguma. O erro foi reparado. Do Garopabafm, a mesma explicação nos veio através de um dos colegas: “Problemas de manutenção e alteração do site”. Mas oficialmente, da direção não nos veio resposta. Do Jornal da Praia, o corrido foi que “Perdemos o prazo para postagem”. Bem amigos. Espero ter respondido aos leitores sobre os fatos.
Enfim, uma tríade e triste coincidência que nos fez lembrar dos sombrios tempos em que a informação era manipulada somente em favor do interesse de poucos. Porém aqui estamos. Vivos, com saúde e com o intelecto ainda atento aos percalços do sistema.
Vamos continuar nossa caminhada com ou sem o aval de pessoas de certa forma “incomodadas” com nossas palavras. O fato que isso só nos fortalece e nos torna mais vivos.
Obrigado amigos, e segue abaixo a coluna que não foi ao ar na última semana.
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COLUNA DO LANNES, Garopaba, 30 de Junho de 2011.
Bacalhau?
Prefiro falar agora que tudo passou, só pra não dizerem que estava gorando a festa. Mas cá pra nós: é compreensível a intenção da prefeitura era de criar uma festa inédita, nacional. Mas porque não a tradicional Farinha de Garopaba? A Tainha? Os Sítios Arqueológicos, o Carro de Boi? A Cachaça dos Engenhos? Ou até mesmo a sumida Garoupa? Mas bacalhau? E que ainda se chama Abrótea; que vem de Itajaí ou do Rio Grande do Sul? Veja bem, não sou eu quem está falando. Tá no Twitter. Fomos motivo de chacota em rede nacional (Stand Up no Comedian’s SP). Gente: turismo é coisa séria. De profissional. E, mais uma vez com todo o respeito: esta é apenas a minha opinião.
Opinião de profissional
Sentimos falta de grupos locais no palco, Eu disse. “Uma festa comunitária daqui deveria valorizar mais a própria gente”, respondeu minha amiga Mirla Fabiane, diretora de uma das maiores agências de publicidade de Florianópolis que nos visitou na Quermesse. “Contratar grupos locais para se apresentar é quase uma obrigação, além de ser uma nobre forma de mostrar incentivo para que os músicos locais comprem melhores instrumentos e equipamentos, se instruam”. Paulada né! Eu chamo isso de desvalorização, pra não dizer outra coisa. O que, por falta de inscrições não foi, pois soube de bandas e de amigos locais (e não foram poucos) que tentaram ser contratados, mas levaram um silencioso NÃO como resposta da Secretaria de Turismo. “-Que momento pra lembrar numa eleição heim? Bola nas costas do prefeito”, disseram-me outros.
Valorização que vem de Goiás
Muitos foram os conhecidos e os estranhos a nos cumprimentar pela apresentação das crianças do projeto Música na Comunidade na noite de quinta (23). Emocionados agradecemos com orgulho por elas. Realmente deram um show de sensibilidade e talento nato. Prova disto foram duas ex-alunas que brilharam ao lado do cantor Daniel (Mônica e Aline). Este sim soube valorizar os talentos locais.
O último Ato
O grupo Fortuna Samba (ex-Negação) honrosamente vai doar para uma família da Encantada cuja casa pegou fogo, a merreca de R$ 300 que ainda receberá da Setur pela apresentação de domingo (26) sob frio e garoa no encerramento da XIII Quermesse. Acredito que como forma de protesto pela esmola. Eles contam que só conseguiram tocar depois de alguma “pressão”. E, por ironia, ao descerem do palco ouviram do escasso público: “Parabéns. Mas vocês mereciam um horário melhor”. Ops! Tá vendo? Nem mesmo alguém da organização estava lá para cumprimentar a última atração: único grupo representante local. Que pena gente! Foi assim que terminou o último ato da grande festa. Veja bem: os fatos estão aí. A conclusão é sua, amigo leitor.
Musica na Comunidade
Nosso muito obrigado a todos os que apoiaram e que valorizam nosso Projeto Musica na Comunidade, que começou com 18 alunos em 2008 e que hoje alcança 273 crianças, jovens e adultos com o ensino de música nas comunidades. Estão de parabéns todos os apoiadores em especial os familiares dos alunos que emocionaram o público na noite de quinta-feira, com cinco canções de encher os olhos e ouvidos de alegria, num momento que, seguramente, jamais esqueceremos. Que Deus nos ilumine a todos. Uma boa semana.
Ambiente Familiar
Fora as críticas construtivas, quem ler esta coluna no Jornal da Praia verá a foto do casal Luiz Nestor e Micheline Araújo que retrata nosso perfil e opinião sobre a Quermesse. Um ambiente familiar, alegre e de muita ordem e respeito. Coisa difícil de se ver hoje em dia. Uma festa deste nível com milhares de pessoas consumindo diversão e arte sem sequer uma briga ou desordem. O povo de Garopaba está de parabéns pela sintonia, paz e educação aos milhares de visitantes que a Garopaba vieram nesta Quermesse. Sem dúvida um dos maiores eventos culturais de Santa Catarina. Ah, pra finalizar: baita estrutura. O palco e som estavam show.
Abraço a todos, Lannes Lopes (lanneslopes@gmail.com)
18/07/2011 às 22:01:08

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