A Revolução dos Bixos
Era uma vez uma fazenda em que os animais eram submetidos a um patrão egoísta e brutal. Após um levante, estes animais expulsaram o dono do lugar e instituíram, sob o comando dos porcos Napoleão e Bola de Neve, um regime que se pretendia solidário e igualitário. Com o passar dos anos, Napoleão trama um golpe contra Bola de Neve, expulsa-o da fazenda e instaura uma ditadura tão malévola, corrupta e bestial que alguns animais anelavam pelo tempo em que a Granja Solar era tocada pelo cruel Sr. Jones.
De fato, na obra A Revolução dos Bichos (Animal Farm), de George Orwell, não tardou mais do que seis anos para que o porco Napoleão, que já ocupava a casa do Sr. Jones, passasse a beber álcool, deturpar e violar sistematicamente os sete mandamentos do “animalismo”, ocupar a cama e vestir as roupas do seu ex-dono, andar sobre duas patas e, explorando à total exaustão os demais animais, negociar a produção da fazenda com os humanos em benefício próprio.
A tinta de Orwell versa sobre a Revolução Bolchevique de 1917 e sua degeneração na ditadura de Stálin. É uma fábula que, para além de retratar de forma alegórica de uma renovação de circunstância histórica, trata mais abstratamente dos processos de dominação que advêm do poder formal, independentemente da coloração ideológica que o emoldura.
Nesse sentido, a metáfora deste gênio da literatura universal – o livro foi um dos principais trabalhos que iluminaram minha juventude, coloriram minhas idéias e embalam minha maturidade - poderia ser transposta e inspirar o entendimento de contextos outros, em tempos e espaços diversos daqueles em que fora originalmente concebida. Daí, talvez a genialidade da obra. Um desses cenários, que me acompanham pela vida a fora, em particular, apresenta similitudes espantosas. Falo mais especificamente de cenários políticos que se sucedem na telinha durante os noticiários no mundo e por este Brasil a fora, que trazem invariavelmente à memória situações semelhantes, algumas até idênticas.
Renova, Garopaba.
Aqui mesmo, no município onde moro, trabalho e pago impostos: Garopaba - SC. Neste lugar, “bonito por natureza, mas que beleza !” como se sabe, foi criada a expectativa de uma “renovação”. Afinal, o candidato vencedor das últimas eleições representava uma nova safra de políticos autênticos do PMDB . Havia cursado engenharia, empresário de sucesso, excelente trânsito no governo do estado, “idéias novas” se opondo a antigas práticas locais. Muitos aguardavam esperançosos prometidas mudanças radicais no comportamento da administração pública que, por décadas, vinha sendo governada por grupos políticos mais conservadores que comandavam orgânica e hegemonicamente praticamente todas as instâncias formais na vida da cidade. Acenavam, durante a campanha com projetos mais audaciosos, “renovadores”. Promessas bem impressas contemplando setores produtivos mais modernos, como o turismo, vocação natural e principal fonte de renda da cidade.
Ocorre que, este setor básico da economia na comunidade, é muito dinâmico e, assim como outras áreas, exige, hoje em dia, preparo acadêmico ou currículo com experiência comprovada, servindo-se das mesmas táticas de propaganda, divulgação, planejamento, execução e ampliação, exigidas nos demais segmentos, como a própria administração pública, ou a comunicação, por exemplo. Mas nada ou muito pouco se fez. A cidade anda mal cuidada, e não fosse pela pavimentação com asfalto em algumas ruas, diria apresentar aspectos de decadência, se comparada a alguns anos atrás. A começar pelas entradas na BR 101, sem nenhum outdoor, anunciando onde os viajantes estão passando.
É lastimável. Acabou a nova administração mostrando que está mesmo é disposta a manter praticamente o que seus antecessores faziam. É dar continuidade a velha política do é dando que se recebe. Está perpetuando modelo que tanto criticavam na campanha eleitoral. Trocar um caminhão de brita despejada em frente a uma residência por votos, ou coisas piores. Afinal, que renovação é essa?
Exemplo
Sugiro aos responsáveis pela escalação e resultados na administração que experimentem observar resultados obtidos à volta deles, na iniciativa privada, onde comerciantes com real visão de futuro e dispostos a renovar seus próprios negócios, facilitaram para que seus filhos estudassem fora. Estes, sim, com visão tiveram esta decisão coroada de êxito e foram altamente recompensados, quando “as crianças” voltaram trazendo alegres seus resultados. E hoje, estas meninas e meninos ou dirigem negócios de seus próprios pais, que lhes serviram de base para desenvolver atividades renovadas e ampliadas ou abriram suas próprias empresas se constituindo no orgulho de suas previdentes famílias.
É assim que se renova, sabiam? Agora, me digam, porque, quando se trata de administrar o bem público ensinamentos assim como estes são deixados de lado. E ao invés de promover os novos talentos o que se vê, na prática é repetição de sistemas viciados, anacrônicos. Escrevo o que vejo e ouço nas ruas, praças e supermercados. É pura constatação do repórter.
22/05/2011 às 13:12:33
jader martins 17/06/2011 às 20:22:00
Orezadoi Daudt, belo texto este RENOVA GAROPABA...é bem isto, depois q ganham as ELEIÇÕES PRATICAM AQUILO Q "CRITICAVAM E ODIAVAM", é so ver que lado estao hoje aqueles q eram do lado da administração anterior, vemos uma serie de "CACIQUES" DE VERDADEIROS DONOS DA CIDADE Q MUDAM DE LADO COMO MUDAM DE CUECAS SE Q MUDAM AS CUECAS SUJAS COMO SUAS CABEÇAS, PENSANDO SOMENTE NOO PODER E DE TIRAR PROVEITO DO MESMO...COM COMPRA DE VOTOS POR CARGAS DE BARRO,LATAS DE TINTA,SACOS DE CIMENTO ETC...ATE POR CONSULTA MEDICA OU EXAME...infelizmente é o q se verifica nos pequenos Municipios deste IMENSO BRASIL DOS CORONEIS DO NORDESTE E DO SUL.- jader martins.- Ex-Cons.do Conselho Municipal de Saude Garopaba.-

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