Brasileiro inova no cinema e mostra vida após a morte com luz e amor
Alô galera de Garopaba e arredores. Não venham me rotular como repetitivo. Ocorre, porém, que o tema, em minha opinião, exige destaque. E as multidões de assistentes que lotam as salas de cinema das cidades brasileiras para ver autobiografias de Bezerra de Menezes e, mais recentemente, Chico Xavier demonstram neste momento histórico do cinema nacional que se consolida uma nova tendência cultural no país. Um “cult” ao espiritualismo e temas relacionados aos poderes mediúnicos e à doutrina espírita, que já levou mais de três milhões de pessoas a consagrar o último sucesso do gênero: a superprodução nacional “Nosso Lar”. E isso para mim é suficiente para merecer atenção.
Taí um novo filão no cinema brasileiro contemporâneo. Depois de passar o sucesso inesperado da produção modesta que abriu a série: "Bezerra de Menezes,com 500 mil espectadores e da cinebiografia do iluminado médium "Chico Xavier" com custo de 18 milhões, agora fui conferir, em Porto Alegre, "Nosso Lar".
O filme é baseado no livro homônimo psicografado por Chico através do espírito do médico carioca André Luiz, mostrando a jornada dele após sua morte. Vítima de câncer, André morre, o espírito dele desencarna e acorda num mundo unicamente espiritual. Passa num primeiro estágio por uma espécie de purgatório, o umbral, dramática dimensão enlameada de angústia, dor e sofrimento, até ser resgatado por espíritos iluminados, para uma cidade mais evoluída.
Neste novo lar existem etapas de crescimento, onde André vai perceber as consequências dos comportamentos autodestrutivos e boas ações praticadas durante a vida terrena e isso vai ter um preço ou um bônus. Para quem acredita, a vida na Terra é só uma passagem, onde temos no livre arbítrio, a chance de preparar o futuro de nossa existência.
O médico, neste novo ambiente, mostrado no filme, é considerado um "suicida" por haver bebido e fumado em sua vida promíscua no antigo planeta.
Depois vai descobrir, neste outro mundo, que a única pessoa que rezava por ele, colaborando dessa forma com seu aperfeiçoamento, na nova condição que estava passando, é a esposa de um idoso que era atendido de graça no consultório dele, no Rio.
Aí, me chamou atenção a maneira inédita de ser mostrada a vida após a morte nas telas de cinema. Ao contrários dos filmes estrangeiros, protagonizados por personagens demoníacos , tipo vampiros, lobisomens, enjoados zumbis e outros seres aterradores, as produções nacionais nos mostram espíritos de luz e amor, procurando apaziguar os espíritos, as mentes e os corações dos espectadores. Uma nova mensagem utilizando meios semelhantes. Se contrapondo, também diante da recente proposta dos modernos diretores espanhóis Jaume Balaguero e Paco Plazo com o lançamento também em cartaz nas capitais: Rec 2, que mistura os famosos clássicos das locadoras, como Bruxa de Blair, Exorcista e Extermíneo. Uma continuação do decantado sucesso de Rec, o filme de terror mais comentado de 2008.
Daí, por representar uma proposta realmente revolucionária e inovadora, vale a pena assistir e refletir sobre “Nosso Lar”, mesmo quem não acredita. Uma superprodução que teve criação de cenários que impressionam a platéia e a contratação de uma empresa canadense para dirigir os efeitos especiais.
No elenco, destaque para Renato Prieto, Werner Schunemann e Aracy Cardoso. Participações especiais de Paulo Goulart, Othon Bastos e Ana Rosa.
O ser humano para evoluir precisa de uma mudança radical. Ou, dizem, sofrer uma grande perda na vida. Para confirmar a aprovação desta obra, observei natural ampliação de público na frente de casas espíritas de Porto Alegre. Dizem que o mesmo vem ocorrendo aqui em Floripa e outras capitais brasileiras. "Nosso Lar", de Wagner de Assis é um drama que passa em 115 minutos, proibido para menores de 10 anos. Eu recomendo!
Debate Dilma X Serra
Se o astral em “Nosso Lar” é elevadíssimo, de forma paradoxal, o debate entre presidenciáveis, levado ao ar na Band, no último dia 09.10, que rolou por duas horas na telinha, enquanto eu fechava esta coluna para vocês, iniciou e fechou com elevada dose de baixaria entremeado por raros momentos de lucidez. Uma lástima, pois este segundo turno é oportunidade para aprofundar questões relevantes que devem iluminar melhor a mente dos eleitores para que a gente evolua aqui mesmo, em nossa terra e conquiste melhoria de vida e mais justiça social para todos. Vamos apostar e acreditar numa evolução de ambos, numa melhor performance de Dilma e Serra já para o próximo encontro e melhorar bastante o nível até o dia das eleições. Afinal, merecemos ser mais felizes também nesta passagem pelo Planeta. E muito dessa felicidade nos é assegurada pelo aperfeiçoamento da democracia e da qualidade de vida que a sociedade e o país poderão nos assegurar imediatamente.
13/10/2010 às 14:09:50
14/10/2010 às 07:55:38
Caro colunista Excelente artigo, importante, tratando de questões profundas como caráter e retidão.
O paralelo com os filmes americanos mostra a grandeza de nossa gente, nosso enfoque sobre a vida.
Queremos pureza, eles querem terror.
Excelente o comentário sobre o debate que é um embate, mostrando tristemente que o Brasil merece coisa melhor. Viva o Brasil, acorda gigante ! PRB

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